¡Feliz Día del Padre!
Há 5 anos


Faço questão de afirmar que nunca tive nem tenho nada contra a música que se faz em Portugal, aliás até gosto e ouço e felizmente ainda se faz boa música neste país o que não existe é o apoio e a publicidade para que o artista possa mostrar ao público o seu trabalho. Faço ainda questão de lembrar que eu sou uma daquelas pessoas que gosta de assistir ao Festival da Eurovisão todos os anos através da televisão e muitos das vezes até chego a gostar de uma música ou outra, e agrada-me sempre assistir a prestação de Portugal na competição, o que infelizmente não consegue é competir com os outros artistas que estão a representar os seus países e afirmo não por desconhecer, mas, porque sei e acompanho o Festival sempre que se realiza; e a uns anos para cá que Portugal fica sempre para último e os únicos que nos dão a pontuação mais alta são os nossos vizinhos espanhóis porque de resto somos ignorados e continuamos a cantar na nossa língua materna. Não estou a desprezar a língua portuguesa mas, se este ano se derem ao trabalho de ligar a televisão para ver o Festival quase todos os países cantam em inglês, até aqueles que não falam inglês cantam com letras escritas e compostas em inglês, e a custa disso ficam sempre com a pontuação mais alta do que nós que temos a dignidade de cantar na nossa língua [porque é assim que deve ser], mas, para os outros artistas o que conta é a competição em si e não a língua em que se vai cantar. A onde queria chegar é que fiquei a saber que foi o grupo Homens da Luta que ganhou este ano o Festival da Canção e apesar de captar a mensagem da letra e compreender porque é que foi tão votado, e entendo que tenha recebido apoio e entusiasmo por parte de quem assistiu, mas, a verdade é que quem está assistir ao Festival da Eurovisão não se vai dar ao trabalho de compreender a letra, mas sim ouvir a música e se ficar no ouvido e se for agradável, votam, tal como eu faço, porque vamos deixar-nos de clichés, para a maioria o que conta é a melodia. 




Ver este filme fez-me perceber entre muitas outras coisas, a sorte que tenho em relação a muitos; mostra uma América que eu própria desconhecia completamente; caracteriza a vida como sendo dura, difícil, complicada, nem sempre abastada, assustadora e a que se fazer sacrifícios se quisermos sobreviver. Não fiquei chocada, mas toca e torna-se impossível esquecer o filme e as várias ideias que se procuram transmitir. Se ganhar o óscar de melhor filme será bem merecido não só pela actriz principal que é excelente mas pelo todo no geral. Gostei e recomendo vivamente! 
